1. No arranque de acelerador
Os primeiros segundos já dizem se a calibração é limpa.
- Arranque a frio — A máquina pega à primeira, a fase de aquecimento desce sozinha, sem nunca ir abaixo.
- Marcha lenta — Estável e mantida, em ponto morto como em marcha, seja qual for a temperatura.
2. Em andamento: relojoaria suíça
Um punho que obedece à velocidade do gesto, não apenas à sua posição.
- Os 0–30 % de punho — Nenhum degrau, nenhum solavanco: manobra, cidade, reaceleração em curva.
- Tip-in / tip-out — Retoma de acelerador sem solavanco, filtrada pela velocidade do punho e não pela sua posição.
- Travão-motor — Suave, nunca um corte seco; o regresso à injeção deve permanecer invisível.
- Continuidade em toda a parte — Acelerador, avanço, lambdas: derivada primeira contínua, nenhuma quebra nas tabelas.
3. O carácter
O temperamento acerta-se, não se sofre.
- O empurrão — Uma inclinação na zona de meio punho, no regime onde o cliente a procura. Nunca um degrau, nunca um valor isolado.
- O som em desaceleração — Um ronco baixo e regular, leve e controlado: uma assinatura, não pop-and-bang nem estouros.
- O corte «bam bam» — Um staccato cujo ritmo e força são doseados separadamente, por corte de combustível e nunca pela ignição; agressivo em ponto morto, razoável em andamento se o cliente assim quiser.
- Os modos de condução — Cada modo deve ser um serviço, nunca um limitador disfarçado.
4. O que nunca deve ficar
Uma calibração julga-se também pelo que retirou.
- Nenhuma limitação esquecida — Torque livre, velocidade e todos os limitadores de reserva alinhados com o principal.
- Nenhuma luz de aviso — Os códigos em causa são desativados no mapa, não apagados com o scanner.
- Térmica controlada — Ventoinhas e limiares de sobreaquecimento revistos: a máquina não se abaixa num engarrafamento.
- Combustão limpa — Sem detonação, lambda real a seguir o alvo, trims saudáveis, temperaturas de escapamento sob controlo.
5. A assinatura PNP
O que não se vê mas se sente a cada abertura de gás.
- Suavização ao extremo — Todas as tabelas são suavizadas, excluídas as zonas de proteção e os baixos regimes. É esta suavização que dá a sensação de relógio suíço.
Perguntas frequentes
O que significa «uma moto apimentada»?
Desde 2017 os nossos clientes chamam assim a uma moto, um quadriciclo, um SSV ou um snowmobile acertados pela Poivre Noir SA, a sociedade europeia fundada a 8 de julho de 2005 em Genebra que está por trás da PNP TUNE. O nome ficou: uma máquina apimentada é uma calibração que respeita esta receita de ponta a ponta.
Uma máquina apimentada é mais potente?
A receita visa antes de mais a qualidade de funcionamento: arranque, marcha lenta, punho, travão-motor, térmica e combustão. O torque disponível e a resposta melhoram porque os limitadores e as quebras desaparecem, não porque se prometa um número.
Como é que a PNP TUNE verifica cada ponto da receita?
Com os datalogs gravados na sua máquina no VCM Scanner e as tabelas completas do VCM Editor: cada exigência corresponde a canais mensuráveis e a tabelas precisas, corrigidas por iterações em Custom Remote.
As proteções do motor continuam ativas numa máquina apimentada?
Sim. As zonas de proteção ficam excluídas da suavização, as proteções térmicas são revistas e não suprimidas, e as funções de antipoluição originais são mantidas. O regresso à configuração original continua gratuito.
Como obter uma máquina apimentada?
Escolha a sua marca e depois o ano e o modelo exatos: o pack RTD4 Street Remote ou Custom Remote aparece com a interface, o cabo e os créditos do pool HP Tuners incluídos. Se já tem um RTD4, o mapa compra-se isoladamente. Para qualquer questão: tune@pnptune.com.
